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Tensão pré-menstrual e o seu impacto no pacato quotidiano masculino.

por Volátil, em 07.04.15

O carrossel hormonal feminino joga muito nas pacatas vidas dos portadores de cromossomas Y. Numa perspectiva quotidiana a vida não tem muito que saber. Fome. Sede. Sono. Sexo. Fome. Sexo. Sede. Futebol. Sono. Parece tudo muito linear e objectivo. A hipófise masculina liberta as mesma hormonas que a mesma estrutura neuro-endócrina no misterioso cérebro feminino. Hormona Luteinizante (LH) e Hormona Folículo-estimulante (FSH). Cada uma delas manipulas diferentes fios nas marionetas endócrinas do foro sexual e reprodutivo. 

No organismo masculino, comparativamente, a coisa é muito straight forward, a FSH estimulas a células Sertoli a diferenciarem-se no processo de espermatogénse, a LH incentiva as células de Leydig a produzir testosterona que influencia por sua vez, também, a espermatogénese. Isto funciona, mais ou menos, de forma constante ao longo da vida do homem, testosterona é produzida, espermatozoides são produzidos, continuamente. Está aqui representada ao nível da biologia celular molecular masculina o pensamento prático e direccionado que caracteriza em termos gerais o género. 

Nas mulheres não é assim. Complicadas até à escala do átomo de hidrogénio. Estrogénio e Progesterona, são produzidas de forma não linear pelos ovários em ciclos de 28 dias. Apenas 5 átomos e uma única reacção enzimática diferenciam a testosterona do estrogénio. Tão pouco para tão grandes diferenças. A FSH gatilha o aumento de estrogénio e dá inicio à proliferação do endométrio e crescimento dos folículos. Aumenta a produção de LH. Assim, de repente. O óvulo é libertado do folículo mais desenvolvido. Começa a produção da outra hormona, a progesterona. E começam também os problemas da TPM.

Sensibilidade mamária. Letargia. Depressão. Irritabilidade. Tornam complicado para um homem, com uma regulação hormonal comparativamente tão elementar, perceber estas mudanças. Uma pequena distracção e podemos ter uma carótida dissecada por um par de unhas de gel. Estar calado é ignorar, falar é irritar. Reduz muito o campo de acções que se podem tomar com vista a preservar a integridade física e emocional. Nem todas as mulheres sentem as coisas com esta intensidades, é certo, mas estima-se que em 10% estes sintomas são tão fortes que as impede de seguir a duas vida normal. 

Quando se trabalha com mulheres que sofrem desta super-TPM, é prioritário contruir mecanismos que permitam inteligentemente garantir que estamos a salvo.
Pessoalmente coloquei em prática o trabalho de Skinner e do seu condicionamento operante através do reforço positivo perpetrado pela colocação estratégica de chocolates na secretária. Um "estás mais magra" também parece funcionar lindamente, mas não recomendo o envolvimento emocional demasiadamente denunciado de modo a que, neste estado de extrema sensibilidade, este acto não seja interpretado de forma errada. Compreensão e poucos movimentos brusco e estamos a salvo para presenciar a magia do género feminino, pelo menos por mais 28 dias...

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publicado às 22:23