Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



De informar a propagandear.

por Volátil, em 27.07.16

A macabra atracção das pessoas pelo horror não é novidade para ninguém que tenha experimentado um engarrafamento por causa da curiosidade dos automobilista a mirar um acidente na berma da estrada.

O horror tem experimentado uma evolução social muito semelhante à do sexo. Tanto em livros como em filmes ou mesmo na música o sexo tem sofrido uma tolerância cada vez maior ao longo das décadas. Da completa censura à sua passagem subliminar até ser palco principal em estratagemas de marketing. Neste momento o sexo está em todo o lado, é tolerado e natural (e bem! Salvo alguma excepções que não vêm ao caso).

Assim também o horror percorreu os mesmos caminhos. Foi estando presente, foi sendo deciminado e é agora usado como ferramenta de propaganda por grupos como o Daesh.

Na internet a curiosidade é insaciável e as imagens de violência e morte mais extremas são automaticamente virais. Esse vírus é o medo. Usado como arma biológica.

A nossa curiosidade pelo horror vem com um twist ainda mais preserso que é a mesma que podemos encontrar no sexo. A habituação. Tanto as imagens de corpos degolados como a pornografia mais extrema parecem promover o mesmo tipo de tolerância nos nossos cérebros. O que era hoje um choque amanhã será tido como normal e assim avançamos com a nossa capacidade de adaptação ao meio. Os próprio jornais e televisor alimentam estão os noticiários com imagens de horror assim como os reality shows são alimentados com sexo cada vez mais explícito.

A discussão que se gera entre este dever de informar e a probabilidade de estar a veicular propaganda não é nova. Contudo e finalmente encontrei um meio de comunicação que a quer reflectir sobre isto e implementar medidas efectivas.

 

É muito importante e todos os que usam a internet têm um papel directo e fundamental nisto, basta lembrar a vaga de tweet belgas de gatinhos durante a entrada da polícia em Molenbeek para perceber. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:37