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"Só não há comprimidos para o sermos mal amadas, não é?"

por Volátil, em 27.06.14

Tinha o cabelo de um loiro acobreado que reflectia os raios de sol que atravessavam o vidro da montra. Seguramente, um metro e oitenta. Elegante, num vestido verde que chegava a meio palmo abaixo dos joelhos. Mas era a cor dos olhos de lince, mas sem a ferocidade, que mais chamava a atenção. Como pode uma mulher assim, sofrer por ser mal amadas? O riso no final não disfarçou. Era mesmo o que sentia. Eu senti-me envergonhado, sem ter culpa. Não tinha nada para tratar aquele mal. Talvez fosse louca. Talvez tivesse apanhado a doença por contágio de um homem louco. Saiu a rir. Linda. Talvez para não chorar. Senti-me envergonhado novamente.

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publicado às 20:18