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O Viagra Feminino.

por Volátil, em 30.05.15

A Pfizer tropeçou num pote de ouro durante um ensaio clínico de um novo anti-hipertensor que apresentou um efeito secundário curioso em homens... depois de inteligentemente aproveitado deu o que hoje conhecemos por Viagra. A bem da igualdade de género começou a ser mandatório que os laboratórios farmacêuticos se empenhassem em desenvolver um comprimido para potencial a sexualidade feminina que ao contrário do comprimido azul seria, obviamente, cor-de-rosa.

Ora bem, estamos em 2015, passaram quase 20 anos e estamos na terceira tentativa de aprovação de uma molécula chamada Flibanserina, pelo laboratório Boehringer Ingelheim, que realmente equilibre a igualdade entre homens e mulheres na industria farmacêutica que está a pender para os homens pelo peso do Sildenafil.

Para existir um medicamento primeiro tem de existir um problema, mas quando o problema não está muito declarado há que primeiro chamar a atenção para o problema para depois oferecer o tratamento. A Pfizer começou por chamar "disfunção eréctil" ao que há duas décadas se chamava "impotência", transformando um problema concreto mas muito encoberto numa disfunção com tratamento. 

No caso das mulheres estão a tentar tratar o "transtorno do desejo hipoactivo", que é um decréscimo de libido nas mulheres particularmente pós-menopausa, que de inicio era parecia mais uma "idiossincrasia" do que propriamente um "transtorno", abrindo caminho para o aparecimento de um tratamento.w576.jpg

Mas não está fácil! (Que surpresa!!!)
A Flibanserina não está a convencer a malta da FDA. Por um lado parece que não é mais eficiente do que um placebo e apresenta efeitos secundários em mais de metade das mulheres como sonolência e náusea. A FDA considerou, por duas vezes, que os benefícios da Flibanserina não ultrapassavam os riscos e não aprovou por isso o medicamento. Mesmo que para 42% das mulheres tenha parecido ser a melhor coisa desde a invenção da roda. 
Em Junho vai ocorrer nova reavaliação, com novos dados. À terceira é de vez? (Vá lá FDA, vamos lá ver isso a trabalhar!)

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publicado às 11:13