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As neo-feministas têm seios grandes e bons.

por Volátil, em 30.11.14

O feminismo entrou em transformação e ganhou uma nova dimensão na era pós-internet. Dito assim parece algo de salutar. A força da facilidade de divulgação da informação em favor da igualdade de oportunidade e, muito importante também, da aceitação das escolhas individuais de homens e mulheres. Tudo isto parece muito bom.

Contundo, esta forma de neo-feminismo (não sei se este termo já existe mas pelo menos não está homologado) tenta tornar as mulheres mais iguais ao pior dos homens. Porque os homens e as mulheres são manifestamente diferentes. Pensam de maneira diferente. Se metermos um homem e uma mulher numa máquina de de ressonância magnética nuclear e fizermos as mesmas perguntas a produção da resposta "acende" partes diferentes do cérebro. As mulheres são dotadas de um sensibilidade emocional e estética que está fisiologicamente vedada aos homens, e essas particularidades que tornam as mulheres uns seres tão interessantes que me custa horrores assistir através das redes sociais à estupidificação e conspurcação de duas coisas tão bonitas: a "igualdade das escolhas" e o "ser feminina". O mais importante que aprendi na vida foram mulheres que me ensinaram e nunca poderei retribuir o valor do que me transmitiram. 

O neo-feminismo é um feminismo que se esqueceu do "ser feminina" e cheira ao ódio pelos homens (sim! Deixem-me continuar!). Como é o caso do conhecido movimento femen organiza animada manifestações onde esbeltas portadoras de dois cromossomas X aparecem desnudas de seios grandes e bons em riste. Sempre achei que as mamas podia ser uma arma poderosa e estas jovens seguem a ideia à letra (lol).

É neste ambiente de guerra nas redes sociais que aparece uma jovem actriz nos EUA que passeia 10 horas pela rua de Nova York. São mostrados mais de 100 piropos que ouviu numa compilação de 3 ou 4 minutos de vídeo. "Bom dia, linda". "Olá, boneca". "Deus te abençoe". E ainda uma perseguição insistente de um individuo que, pelas regras do socialmente correctas, não se pode dizer que é preto (esse sim, o único verdadeiramente assustador). Estas insignificantes quezílias na web desviam a atenção das questões verdadeiramente preocupantes. Do verdadeiro assédio e violação. Da verdadeira privação que as ainda mulheres sofrem em várias partes do mundo.

Semanas depois apareceu um outro vídeo em que um bela jovem representa uma bela jovem completamente alcoolizada. E pode ver-se a ser abordada por diversos abutres nojentos que a querem levar para casa tirando partido daquele estado de alta enebriação, para usar um eufemismo. É ponto assente que é uma atitude deplorável a todos os níveis!

Porem, quando aparecem estes vídeos/noticias/coisas na internet parecem estar implícitas duas premissas: as mulheres não gostam de sexo e as mulheres são seres inocentes e incapazes de manipular.

O tempo em que a mulher estava conservada numa redoma de vidro já lá vai há umas décadas (glória ao verdadeiro e bom feminismo!) e hoje sabem bem o que querem e como querem. Ainda assim existe um pressão social que impele a mulher a manter essa clássica candura. É aí que muitas vezes entra o álcool como pretexto para se soltar dessa "obrigação". Evidentemente, não estou a redigir nenhuma regra universal, mas a verdade é que isto acontece. O álcool em determinados contextos é utilizado de forma não inocente por muitas mulheres. 

O que me leva ao último link deste singelo "train o thought". Uma carta de um anónimo dirigida a uma jovem que o acusou de a ter violado. Eis, um perfeito exemplo dos dois pilares basilares da alta indignação que circunda sempre estas "experiências sociais" do YouTube e outras redes sociais. A questão do sexo consensual é peremptoriamente revogada por esta ideia de que as mulheres não querem sexo.

Porque haveríamos de acreditar nesse porco chauvinista que diz que a inocente moça queria fazer sexo com ele? Porque há-de alguma mulher querer sexo com um homem?
Porcos depravados!

 

Tudo isto para chegar a uma ideia que me parece simples: as coisas não se resumem ao que elas parecem ser e não devemos fazer o papel de um burro que segue para onde se aponta a cenoura. (O título foi propositado para ver se alguém lê isto... é um truque que eu sei! ;) )

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publicado às 11:56


3 comentários

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De Sofia a 30.11.2014 às 19:21

Bem, talvez lessem mais rapidamente se ao invés de "seios", tivesses escrito "mamas"; que, na minha opinião, é um termo bem mais identificativo do órgão em questão.

"as mulheres não gostam de sexo e as mulheres são seres inocentes e incapazes de manipular." Sim, as doentes, física ou psicologicamente falando. O que as mulheres não têm, embora cada vez tenham mais, fruto da evolução da sociedade e blá blá blá, é o à-vontade dos homens e a aceitação perante essas atitudes ou manifestações ou insinuações ou desejos; não pelo sexo oposto, mas sim por elas mesmas.

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De Volátil a 30.11.2014 às 20:24

não escrevi mamas por mera questão de métrica ;)
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De Volátil a 30.11.2014 às 20:41

ah... e quanto ao segundo parágrafo... estava obviamente a ser irónico.

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