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António Costa e a Lei de Murphy.

por Volátil, em 04.09.15

António Costa tinha tudo para ter uma campanha eleitoral tranquila e ser o obvio, por exclusão de partes, futuro primeiro ministro de Portugal. Mas - como nos diz a lei de Murphy: deixar um "mas" é indicativo de que esse "mas" nos vai quilhar - tudo parece correr mal. 

Primeiro é empurrado para retirar Seguro da liderança do PS pelos dinossauros do PS que o obrigam mais tarde a inclui-los na sua lista dando-lhe um intenso cheiro a mofo (Ferro Rodrigues, por exemplo).
Convoca eleições primárias que (bem sei da existência do Livre) eram inéditas num partido com grande representatividade politica.
Sócrates é preso por suspeitas de corrupção.
António Costa fica entalado entre os Blocos de Sócrates e Seguro.
A fragmentação do PS leva à dispersão do eleitorado pelos vários - muitos (demasiados) partidos à esquerda -  o que acaba por beneficiar a coligação à direita.
Inicia a campanha e os valores estatísticos do país acabam por dar argumentos à direita.
O PS dizem que o valores são inventados.
O PS diz que fez contas.
O PS não mostra essas contas.
Os cartazes do PS aparecem pessoas que não tinham dado autorização de cedência de imagem com citações e casos fictícios de professores desempregados... entre outros.
Ninguém sabia que o conteúdo dos cartazes era falso.
Tudo acaba por enterrar António Costa nas sondagens.
Sócrates continua a emitir comunicados de Évora e dá a entender que é um "preso políticos" cuja detenção se destina a prejudicar o PS nas eleições.
Começam a aparecer os candidatos às Presidenciais.
Sendo já difícil para António Costa - já na sombra pela presença mediática de José Sócrates - escolher entre Sampaio da Nóvoa e Henrique Neto.
Eis que aparece Maria de Belém, mulher (grande vantagem em argumento de campanha) e ex-ministra do PS... duas vezes!
António Costa leva várias pancadas e nem sabe de onde vêm... logo, desce nas sondagens.
Ao 4 de Setembro de 2015 José Sócrates de prisão preventiva e vai para casa com policia à porta bem como toda a comunicação social em peso mais as manifestações de apoio que irão certamente começar. 
O circo está montado.
António Costa entra novamente na sombra de Sócrates que irá ocupar - de novo - o espaço mediático que a pertencer a António Costa lhe poderia valer, em principio, a recuperação na recta final para as eleições. 


É muito azar (e alguma falta de saber lidar).

"As pessoas sabem separar as coisas". A ver vamos Dr. António Costa... a ver vamos.

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publicado às 22:19