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A crise tal como a peste.

por Volátil, em 10.11.15

No livro A Peste de Albert Camus centenas e centenas de ratos surgem dos esgotos invadindo a cidade espalhando a peste. Incontrolável. Os cadáver a cumulam-se e os ratos ganham a cidade. A cidade é fechada. Isolada fica toda a sua população. Entrega à sua sorte, à peste e aos ratos. Centenas de ratos. Vinham morrer às ruas. Amontoando-se e espalhando pestilência. 
Quase espontaneamente surge uma rede ilegal que tenta tirar pessoas da cidade. Que promete salvar a vida. A Máfia. Controlando o sistema policial que impedia os moribundos da cidade isolada de atravessarem a fronteira. 

Com muita dificuldade a cidade lá se organizou, com a penas um pavio de esperança, decide enfrentar a circunstâncias. Decide preparar-se para a morte. Pois os mortos da peste já se acumulavam apenas sob a cal. 

Mas, subitamente os ratos voltaram para os esgotos e, sem razão aparente a peste abandonou a cidade.

 

"Tudo o que o homem podia ganhar no jogo da peste e da vida era o conhecimento e a memória. O bacilo da peste não morre nem desaparece nunca, pode ficar dezenas de anos adormecido,(...) espera pacientemente(...) e viria talvez um dia em que, para desgraça e ensinamento dos homens, a peste acordaria os seus ratos e os mandaria morrer numa cidade feliz."

 

Esperemos que, a crise como a peste de Camus, tenha deixado, em Portugal e em particular em S. Bento, o conhecimento e a memória. 

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publicado às 20:54