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Rock sinfónico em Portugal.

por Volátil, em 28.07.13

Ah e tal, devia-se valorizar mais a música portuguesa. Devia-se fazer mais música em português. Devia-se passar mais música portuguesas nas rádios. Tudo isto é muito certo, quanto a mim, o problema é que a música portuguesa que é promovida é chata e aborrecida e não desperta curiosidade, salvo honrosas excepções. 

Nem sempre foi assim. Nos anos 70, aconteceu o florescimento do rock sinfónico em Portugal. Talvez no seguimento de grande bandas internacionais como Yes e Genesis.

 

Não se pode falar de rock sinfónico português sem falar de José Cid. O responsável pelo internacionalmente reconhecido como pertencente ao Top10 dos álbuns do género ao lado de nomes como Genesis, Yes, King Crimson e Mike Oldfield. 10000 Anos Depois Entre Marte e Vénus. É uma obra prima da música portuguesa. Um álbum conceptual que nos fala da destruição de um planeta pelas guerras e poluição, de onde apenas escapada um casal numa nave, que depois deambula pelo espaço em busca de um novo planeta para habitar. Ele aparece 10000 anos depois... entre Marte e Vénus. Os instrumentais são ricos e complexos com o Melotron, um sintetizador que era novidade na época.

 

Também com a colaboração de José Cid existiu o Quarteto 1111, no final da década de 60, com letras muito ligadas à História de Portugal, como com o primeiro e mais conhecido LP "A Lenda de El-Rei D. Sebastião" com uma sonoridade próxima de Yes e King Crimson. 

Existem outras bandas dignas de notas, poucas é certo. Mas voltarei ao tema noutro dia. 

 

 

Por agora deixo essa obra épica do mesmo autor de "Como um macaco gosta de bananas". Um vinil deste álbum é uma raridade e o seu valor facilmente rondará o 500€. Infelizmente não sou fiel depositário de nenhum exemplar, talvez um dia. 

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publicado às 15:59