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O dia em que a cerveja deixou de amargar.

por Volátil, em 14.07.13

Todas as gerações falam mal da anterior, porque afinal de contas... "no nosso tempo é que era!".

 

Cada geração nasce e cresce num contexto diferente. Eu cresci a construir fisgas com câmara-de-ar e madeira de marmeleiro, tinha um balde de Legos, um jogo do Monopólio, e uma enciclopédia ilustrada das edições civilização. Fazia buracos no quintal como se estivesse numa escavação arqueologia (agora que me lembro disto... tenho este sonho por realizar há 20 anos e tinha-me esquecido). Não foi uma má infância. Mas foi sempre a descer a partir daí.

Pagava bem para voltar a abrir buracos no quintal e tentar desenterrar uma ponte romana imaginária ou um T. rex! (Ainda hoje acredito que aqueles seixos pontiagudos eram mesmo dentes de dinossauro! Não me tentem enganar!)

 

Assim que larguei a aldeia e os dia longos, apercebi-me de que crescer depressa não podia ser bom.

 

A cerveja deixou de amargar aos 17 anos. Não antes. Era Verão, Agosto, quase de certeza. E não me arrependo. Consegui boas memórias em intervalos de tempo saudáveis e organizados.

 

Hoje acho que me esqueci como se constroem boas memórias. O tempo parece estar parado. A cerveja continua sem amargar... ao menos isso!

 

Cheers!

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publicado às 20:02