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1.

por Volátil, em 18.01.15

Chovia dentro dos olhos,
Como chovia na rua.
Tinha a cabeça cheia
E a esperança madura.
Não havia ali demência.
Não havia ansiedade.
Tinha a cabeça cheia,
No coração nem verdade.
É possível que assim fique,
Pela noite sem cessar.
Um coração que não bate
Nem deixa o tremor acalmar.
Já não havia teimosia
Nem vontade de mudar
Não cismava em sair,
Nem queria ali ficar.
Não se sabe como foi,
A que ponto chegou.
A explicação esteve no quadro,
Mas alguém a apagou.

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publicado às 21:08